1.º Prémio Escalão A
Matilde Pascoal, n.º 21, 5.º1 - Escola Básica João de Barros
Uma Viagem no Tempo
Numa
manhã chuvosa de domingo, no mês de fevereiro, fui com os meus país e irmão visitar
um museu novo que tinha aberto na nossa cidade. Entrámos no carro e após uma
viagem de 20 minutos lá chegámos ao tal museu, tão falado pela cidade. Como era
um local novo e que anunciava uma atração fantástica, estavam imensas pessoas à
nossa frente. Quase me apeteceu desistir! Mas quando vi o
cartaz que falava na existência de uma máquina do tempo, no final da visita,
fiquei entusiasmadíssima.
Percorremos
todo o museu acompanhados pela guia que nos ia explicando tudo o que estava
exposto. Quando chegámos à última sala lá estava ela, a tão desejada máquina do
tempo. A
guia carregou num botão e abriram-se umas enormes portas metálicas as quais
atravessámos, entrando num espaço quadrado cheio de espelhos, botões, alavancas
e colunas. Assim que as portas se fecharam soou uma voz pesada perguntando qual
o destino pretendido.
Estava
bastante indecisa, pois não sabia muito bem se devia ir ao passado ou ao
futuro. No entanto
comecei a pensar que indo ao futuro poderia já não encontrar pessoas de quem gosto. E se os meus pais tivessem morrido? E se eu
estivesse doente? Aí não, prefiro não saber isso, pelo que me decidi em
transportar até ao passado. Então
respondi meio a tremelicar, que queria ir para o passado. A
voz voltou a suar dizendo para apertar o botão verde, o qual correspondia ao
passado. Subitamente, ouviram-se uns barulhos dentro da máquina. Parecia
os motores de um avião a descolar. Fiquei um pouco assustada e agarrei a mão da
minha mãe com força. Passados breves instantes o chão da máquina do tempo
abriu-se e caímos num local que me era totalmente estranho. Um enorme campo
verde com meia dúzia de casa, onde apenas se viam
alguns animais a pastar, crianças a brincar na rua com cães ou gatos.
Não havia
prédios, não havia carros nem estradas, apenas uma enorme planície a perder de
vista. Aqui e ali uma pequena construção semelhante a pequenas cabanas.
Começámos a andar, um pouco perdidos no meio do nada sem saber muito bem para
onde ir. De repente, bem à nossa frente começa a surgir um enorme edifício de
pedra cinzenta. Uau, era um castelo! Como assim?
Tínhamos ido para um passado muito antigo? Isso era fantástico! Sempre quis
saber como era a vida nesse tempo, o que se fazia nos castelos, quais as roupas
que vestiam, estava bastante empolgada.
Corremos
até ao portão principal e procurámos o guarda, para saber onde estávamos, quem
era o dono daquele enorme castelo e se podíamos entrar. Quando lá chegámos, inexplicavelmente
parecia que o guarda nos conhecia e que estava à nossa espera pois, assim que
nos avistou disse para entrarmos, pois, sua majestade estava à nossa espera
para o jantar.
Lá
fomos nós acompanhados por um outro guarda até uma sala gigantesca com enormes quadros
pintados nas paredes, cadeiras com costas altas, uma mesa comprida cheia de
comida, iluminada por castiçais com velas. Ao fundo da sala havia umas portas
duplas de madeira com ar pesado que chegavam quase até ao teto. Quando estas se
abriram surgiu sua majestade o rei. Este convidou-nos a sentar e a contar o que
estávamos lá a fazer e porque andávamos com roupas estranhas. Contei que
entrámos numa máquina do tempo que nos levou ao passado e que vínhamos de 2024.
Ficou impressionado quando lhe falei de como era Portugal em que eu vivia. Onde
havia estradas que nos permitia ir de norte a sul em pouco tempo. Aviões que nos
levavam em horas ao outro lado do mundo, onde os seus marinheiros levavam meses
a chegar. Telemóveis
para comunicarmos com as pessoas a qualquer hora e em qualquer lugar, enfim todas
as comodidades modernas que temos.
Depois
do comermos fomos convidados a visitar todo o castelo. Adorei todas as
divisões, majestosas e imponentes com tetos altos cheios de pinturas. Janelas
sem conta para todos os lados do castelo. Bem, a parte das casas de banho não
me agradou muito, mas avancemos essa parte.
Durante a visita cruzamos com alguns criados que tratavam do castelo. Quando
espreitei pela janela vi uma carruagem a aproximar-se do portão do castelo.
Fomos
convidados para um baile que ia decorrer no início da noite no salão principal. Para tal,
teríamos de vestir roupas adequadas à época, as quais já estavam num quarto a
nossa espera, juntamente com a ama que nos ajudaria a vestir. Enfiei-me a muito
custo num daqueles vestidos com tecido que dava para fazer cinquenta. Veste
saia em cima de saia, aperta fitas, mal me conseguia mexer. Já para não falar
dos sapatos que me ficavam apertadíssimos. Coitadas das rainhas e das princesas
sempre assim vestidas. Mas, quando me vi ao espelho até gostei do resultado.
Desci
a escadaria, com um terrível medo de cair. No salão do baile estavam imensas pessoas
que não conhecia, mas imagino que fossem pessoas importantes. Dancei e
diverti-me imenso durante a noite. No final da festa fui para um dos quartos do
castelo descansar.
Devo
ter dormido por horas seguidas. Quando me voltei-me na cama e abri os olhos, o sol
já espreitava pela janela. Meio confusa percebo que estava no conforto da minha
cama, rodeada de tudo o que me era familiar. Afinal, tudo tinha sido um bonito
sonho que me levou ao passado.
Sonhadora